“Único que sofreu tentativa real de assassinato foi Jair Bolsonaro”
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) usou suas redes sociais nesta terça-feira (19) para comentar a Operação Contragolpe, realizada pela Polícia Federal (PF), que desarticulou um suposto plano de assassinato contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em uma postagem no X (antigo Twitter), Carlos Bolsonaro destacou que, na sua visão, o único atentado real contra um político brasileiro nos últimos anos foi o ataque sofrido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em setembro de 2018, durante a campanha presidencial.
"O único que sofreu uma tentativa real de assassinato nos últimos anos foi Jair Bolsonaro, cometido por antigo integrante do PSOL, braço político sanguíneo do PT. Esse fato a PF aos olhos de muitos nunca teve o interesse mais assíduo em resolver. O delegado encarregado do inquérito, que parece ter ignorado mais de uma dezena de indícios, ocupa hoje a diretoria de inteligência da PF do PT. Coincidências."
O comentário faz referência ao ataque praticado por Adélio Bispo em Juiz de Fora, Minas Gerais. O agressor foi filiado ao PSOL entre 2007 e 2014, mas, segundo investigações, não havia ligação direta entre o partido e o crime. Carlos também questionou a conduta do delegado responsável pelo caso na época, insinuando uma falta de rigor nas investigações.
Detalhes da Operação Contragolpe
A operação realizada pela Polícia Federal nesta terça-feira (19) revelou um plano detalhado batizado de "Punhal Verde e Amarelo", que teria como objetivo assassinar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes em dezembro de 2022, antes da posse presidencial.
De acordo com a PF, o grupo envolvido era formado, majoritariamente, por militares das Forças Especiais do Exército, com alto nível técnico e treinamento em ações estratégicas. Os alvos da investigação planejavam ações de monitoramento e execução utilizando conhecimento técnico-militar avançado.
Prisões e medidas cautelares:
- Foram presos quatro militares do Exército e um agente da Polícia Federal.
- Cumpridos três mandados de busca e apreensão.
- Implementadas 15 medidas cautelares diversas da prisão.
As diligências ocorreram em quatro estados brasileiros: Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e no Distrito Federal, com o apoio do Exército Brasileiro, que acompanhou o cumprimento dos mandados.
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Carlos Bolsonaro e as críticas à PF
Carlos Bolsonaro voltou a criticar a Polícia Federal, sugerindo que a investigação do caso de seu pai não foi conduzida com o mesmo empenho das atuais operações. Para ele, a postura da PF, agora sob o governo petista, seria questionável.
"O delegado que ignorou indícios no caso do atentado contra Jair Bolsonaro está agora na diretoria de inteligência da PF. Coincidências demais."
Repercussão e implicações
A postura de Carlos Bolsonaro reflete a **polarização política** que ainda marca o cenário brasileiro. Enquanto a Operação Contragolpe trouxe à tona uma suposta ameaça séria ao atual governo, aliados de Jair Bolsonaro aproveitam o episódio para relembrar o atentado de 2018, buscando ressaltar a gravidade da tentativa sofrida pelo ex-presidente.
A Polícia Federal, por sua vez, reforça que as investigações continuam em curso e que os suspeitos detidos são peças centrais no planejamento do ataque frustrado.
Próximos passos
As investigações deverão apurar não apenas o envolvimento direto dos presos, mas também possíveis financiadores ou apoiadores do plano. Já no caso de Carlos Bolsonaro, suas declarações sugerem que as discussões sobre imparcialidade e eficácia das instituições continuarão alimentando o debate público.
Enquanto isso, o país segue atento aos desdobramentos tanto do caso de 2018 quanto das recentes ações da PF no cenário político brasileiro.
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