Putin aprova nova doutrina nuclear: “Se a Ucrânia nos atacar com mísseis ATACMS dos EUA, nossa resposta será nuclear”; VEJA VÍDEO!



A aprovação da nova doutrina nuclear da Rússia pelo presidente Vladimir Putin ocorre em um momento de crescente tensão na guerra entre Rússia e Ucrânia. 

O documento intitulado "Fundamentos da Política de Estado no Campo da Dissuasão Nuclear" amplia as condições em que o país pode utilizar armas nucleares, incluindo respostas a ameaças não necessariamente nucleares, mas consideradas críticas à integridade e soberania do território russo ou de seus aliados, como a Bielorrússia.

Pontos-chaves da nova doutrina

1. Uso em resposta a armas de destruição em massa: A Rússia reafirma que se reserva o direito de usar armas nucleares caso seja alvo de armas de destruição em massa, seja em território próprio ou de seus aliados.

2. Ataques com armas convencionais: Pela primeira vez, a doutrina prevê o uso de armas nucleares caso um ataque convencional com mísseis de cruzeiro, drones ou outras aeronaves seja percebido como uma ameaça em larga escala.

3. Agressões indiretas: Um ataque a Moscou ou a seus aliados, mesmo por um Estado não nuclear, pode ser tratado como um ataque conjunto, caso haja suporte de um Estado nuclear.

4. Mensagem ao Ocidente: Segundo o porta-voz Dmitry Peskov, a atualização da doutrina é uma resposta às recentes ações ocidentais, incluindo a liberação de armamentos de longo alcance, como os mísseis ATACMS, para as forças ucranianas.

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Contexto geopolítico

A nova doutrina foi assinada apenas dois dias após o presidente dos EUA, Joe Biden, autorizar a Ucrânia a utilizar mísseis de longo alcance em ataques ao território russo. Esses mísseis representam uma escalada significativa no conflito, ampliando a capacidade ofensiva ucraniana.

A Rússia considera a autorização norte-americana como uma provocação direta, reforçando o discurso de que está enfrentando uma "guerra híbrida" com o Ocidente. Segundo Peskov, a atualização da doutrina serve como um "sinal definitivo" para os países ocidentais de que qualquer agressão contra a Rússia terá consequências graves.

Implicações

A flexibilização dos critérios para o uso de armas nucleares representa um aumento da imprevisibilidade no conflito, gerando preocupação global sobre a possibilidade de escalada para um confronto nuclear. Além disso, o documento reforça o papel da dissuasão nuclear como central na política de segurança russa, especialmente em um cenário onde a Rússia sente-se isolada diplomaticamente.

A medida também pode ser vista como uma estratégia para intimidar adversários e reafirmar a posição da Rússia como potência militar, num momento em que a guerra na Ucrânia continua a colocar pressão sobre o Kremlin, tanto no campo de batalha quanto no cenário internacional.


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